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Aborto: entenda tudo sobre essa questão de saúde pública

O aborto significa a interrupção de uma gestação e é um assunto muito polêmico, pois algumas pessoas apoiam a legalização do aborto e outras acreditam que ele deve continuar sendo proibido.

No Brasil, o abortamento (termo mais correto) é considerado crime. No entanto, ele deve ser realizado pelo médico quando:

– Há risco de vida para a gestante;

– A gravidez decorreu de um estupro;

– O feto possui uma má formação incompatível à vida após o nascimento, como a anencefalia (quando o feto não apresenta total ou parcialmente a calota craniana e o cérebro).

O Ministério da Saúde classifica os abortamentos em sete tipos: ameaça de abortamento, abortamento completo, abortamento inevitável/incompleto, abortamento retido, abortamento infectado, abortamento habitual e o abortamento eletivo previsto em lei.

Classificação dos Abortos

Ameaça de abortamento

Presença de sangramento genital e cólicas na gestante, mas o concepto mantém sua vitalidade. É necessário que a mulher fique em total repouso.

Abortamento completo

Resulta na eliminação total do conteúdo uterino e, geralmente, ocorre em gestações que apresentam menos de oito semanas. É feita a observação da mulher para conferir se o sangramento persiste e a adoção de possíveis métodos para evitar infecções.

Abortamento inevitável/incompleto

Corresponde ao abortamento em que apenas parte do conteúdo uterino é eliminado e, nesse caso, o sangramento é maior. Além disso, a mulher sente fortes dores. Nessa situação, são adotados procedimentos como a curetagem (raspagem da parte interna do útero) ou a AMIU (aspiração manual intrauterina).

Abortamento retido

Quando o colo do útero permanece fechado e não há perda sanguínea, porém, o embrião não apresenta sinais de vida. Realiza-se a AMIU ou alguns medicamentos.

Abortamento infectado

Quando ocorre infecções que, geralmente, acontecem por conta de abortamentos realizados de maneira ilegal. Pode-se observar a presença de febre, sangramento, dores e eliminação de pus pelo colo uterino.

Abortamento habitual

O abortamento é classificado como habitual quando a mulher apresenta três ou mais abortos espontâneos consecutivamente. É preciso uma maior investigação para se descobrir as causas.

Abortamento eletivo previsto em lei

Como já mencionado, diz respeito aos abortamentos solicitados em casos de violência sexual, risco de vida para mulher ou feto anencéfalo. Pode ser feita por meio de medicamentos, curetagem ou a AMIU.

Dessa forma, o aborto refere-se a um problema de saúde pública e, portanto, é necessária a ampliação dos debates acerca desse assunto. Muitas mulheres abortam e acabam morrendo por conta da falta de acesso há métodos seguros e das complicações, já que a criminalização aumenta a mortalidade sem reduzir a incidência de abortos realizados.

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Grupo: Gazeta Sul Bahia

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