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Tudo o que você precisa saber sobre o Bicho-de-Pé

O bicho-de-pé é um inseto da família das pulgas, que penetra a pele do ser humano (principalmente nos pés) ou de outros animais e se desenvolve rapidamente. Também conhecido como bicho-de-areia, bicho-de-porco, bicho-do-cachorro ou tunga (por causa do seu nome científico Tunga penetrans), ele consegue cavar um pequeno buraco na pele para sugar o sangue do seu hospedeiro.

Esse parasita pode ser encontrado em solos quentes, arenosos e com pouca luminosidade, como por exemplo, próximos de quintais e jardins, chiqueiros ou em montes de esterco. Ele causa a infecção, denominada de tungíase, que provoca fortes coceiras e ulceração, além de servir como porta de entrada para outras doenças mais graves, como o tétano e até causar gangrena (morte e putrefação de uma parte do corpo).

Ciclo de vida do parasita

Quando a fêmea do bicho-de-pé está cheia de ovos, ela penetra a pele de outros animais para alimentar os parasitas que está gerando. O ponto preto, característica mais famosa da doença, diz respeito à parte posterior dessa fêmea que fica para o lado de fora, para que ela possa eliminar os ovos e as fezes.

O parasitismo pode durar de 2 a 3 semanas, até a fêmea expelir todos os ovos. Depois que isso ocorre, o inseto morre, geralmente conseguindo alcançar o tamanho de uma ervilha. Sua carapaça é expelida e a pela volta a cicatrizar. Porém, os ovos, que foram expelidos durante o processo, são depositados no ambiente, transformando-se em larvas e mais tarde, em novas pulgas que podem vir a infectar outros animais.

Como ocorre a contaminação

O mais comum é que a contaminação ocorra nas solas dos pés, na pele sob as unhas ou nos espaços entre os dedos, mas, ela pode ocorrer também em qualquer parte do corpo.

A infecção acontece quando há o contato direto da pele com o solo contaminado. O bicho-de-pé salta em direção ao tecido e cava um pequeno buraco, se instalando para sugar o sangue do hospedeiro.

Sintomas

No primeiro momento da infecção, no local onde o parasita se instalou, aparece uma mancha avermelhada que pode causar uma leve dor. Em seguida, os sintomas evoluem para coceira, como a urticária; erupção na pele, com um ponto preto no centro e branco nas bordas; dor mais atenuada; desconforto; e presença de secreção.

Nos casos mais graves, quando a infecção é persistente e não tratada de maneira adequada, pode haver ulceração, necrose do tecido circundante ou deformação e a perda de unhas.

Tratamento

É de extrema importância a realização do tratamento, mesmo que o parasita fique apenas temporariamente na pele, pois a tungíase pode desencadear problemas mais sérios, como tétano, gangrena ou outras infecções.

Por isso, é necessária ajuda médica caso você tenha algum sintoma da doença, principalmente se houve contato com os locais de risco.

O tratamento é feito através da retirada do parasita, por meio de uma agulha cortante ou um bisturi (sempre esterilizados), com o uso de remédios prescritos pelo médico e uso de pomadas. Além disso, em todos os casos de bicho-de-pé, indica-se a vacinação contra o tétano, a fim de evitar novas complicações. Mas, sem dúvidas, o melhor remédio é a prevenção. Para tanto, o ideal é nunca andar com os pés descalços em locais que possuam algum risco, como lugares com areia e onde circulam animais domésticos, como cães e gatos. Também é importante levar os animais ao veterinário para que ele avalie se estes estão infectados ou não, e caso eles estejam, iniciar o tratamento nos animais o quanto antes.

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Grupo: Gazeta Sul Bahia

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